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  • Foto do escritorFabrizio Caldeira

Petrobras anuncia fim da política de paridade nos preços dos combustíveis

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (16/5) o fim da política de paridade de importação (PPI) no preço de diesel e gasolina comercializados por suas refinarias. A nova estratégia vai usar referências do mercado, como “o custo alternativo do cliente, como valor a ser priorizado na precificação, e o valor marginal para a Petrobras”. Em nota, a Petrobras informou que manterá preços competitivos alinhados aos polos onde atua.


Logo após o anúncio, a companhia reduziu os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha em:

Gasolina: redução de 12,6% no preço, ou R$ 0,40 por litro

Diesel: redução de 12,8%, ou R$ 0,44 por litro

Gás de cozinha (GLP): redução de 21,3%, ou R$ 8,97 por botijão de 13 kg.


Os novos valores entram em vigor nesta terça-feira (16/5), mas depende da política comercial das distribuidoras para chegar ao consumidor. Parte dos ganhos com a gasolina, no entanto, serão compensados pelo aumento do ICMS em junho.


Assim como ocorria na PPI, os reajustes continuarão sendo feitos sem periodicidade definida, “evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”.


“Com essa estratégia comercial, a Petrobras vai ser mais eficiente e competitiva, atuando com mais flexibilidade para disputar mercados com seus concorrentes. Vamos continuar seguindo as referências de mercado, sem abdicar das vantagens competitivas de ser uma empresa com grande capacidade de produção e estrutura de escoamento e transporte em todo o país”, afirma o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.


Ainda na nota, a companhia acrescentou que “reforça seu compromisso com a geração de valor e com a sustentabilidade financeira de longo prazo, preservando a sua atuação em equilíbrio com o mercado, ao passo que entrega aos seus clientes maior previsibilidade por meio da contenção de picos súbitos de volatilidade”.


Promessa de campanha

A PPI foi implementada no governo de Michel Temer, com intuito de evitar interferência política no preço dos combustíveis. Defensores da proposta argumentam que a política estimula a concorrência e atrai investimentos, já os críticos afirmam que ela aumenta o lucro dos acionista e penaliza o consumidor.


O fim do modelo era uma promessa de campanha do presidente Lula. No início do mês passado, na véspera da viagem à China, ele reafirmou: “Nós vamos mudar, mas com muito critério, porque durante a campanha eu disse que era preciso abrasileirar o preço da gasolina e do óleo diesel. O Brasil não tem por que estar submetido a PPI, não tem por quê. Mas esse é um problema que nós vamos discutir no momento certo”.


Fonte: Jota



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